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Imagem
e palavra, realidade ou fantasia, fábula ou outras estórias em reunião
muito animada.Uma poética que revela a palavra desenhada em versos
livres, quase sempre, e a imagem como plástica generosa, juntas, em
expressões de profunda visualidade.
São
apenas algumas considerações sobre a forte impressão e simpatia que
experimentei ao conhecer o “trabalho de arte” de Constança Lucas,
seus desenhos e pinturas, a gravura, a cerâmica e o azulejo, suas falas
e escritos. Na aparente diversidade dos meios, uma unidade claramente
revelada nas partes de um mesmo corpo de idéias e vivências de um só
cotidiano, tempo sem margem ou limites entre o ancestral e o atual.
Um
presente de imagens com muitas figuras, de vitalidade, sensibilidade e
competência no fazer, ao partilhar seu “trabalho de arte” com todos
nós.
Evandro
Carlos Jardim
Julho
de 2004
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